quinta-feira, 25 de agosto de 2011

::: Coisas de Stott::

Coisas de Stott:

"... ninguém pode colocar Deus na ponta do telescópio ou de um microscópio e dizer: "Hmmmm... que interessante!!!". Deus não é interessante. Deus perturba, transtorna, constrange. E igual sucede com Jesus Cristo."



"... Estudamos Aristóteles e somos edificados intelctualmente. Estudamos Cristo e, no sentido mais profundo, somos perturbados espiritualmente... nos sentidos constrangidos a tomar alguma atitude moral em nosso coração e em nossa vontade..."
extraídos do livro Cristianismo Básico - Jonh Stott

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

:: Vão processar Deus também???:::

Entrevista recortada do site Globo.com

Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos

Ribeirão Preto terá Parada do Orgulho Gay no próximo domingo (21).
Pastor refuta homofobia porque 'Bíblia está escrita há milhares de anos'.

Do G1 SP

Outdoor causa polêmica em cidade do interior de SP (Foto: Silva Júnior/Folhapress)Outdoor causa polêmica em cidade do interior de SP (Foto: Silva Júnior/Folhapress)

Os organizadores da Parada Gay de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, prometem contestar na Justiça outdoors colocados pela igreja evangélica Casa de Oração que citam mensagens bíblicas sobre homossexualidade. Os grupos gays reclamam de provocação, já que no domingo (21) ocorre a 7ª Parada do Orgulho Gay no município.

Segundo o pastor Antônio Hernandes Lopes, no entanto, o objetivo é apenas “expressar o que Deus diz a respeito da homossexualidade”. Nas frases, que citam a Bíblia, lê-se: “Assim diz Deus: ‘Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...’”. Há ainda outras duas passagens relacionadas ao tema.

"Todos os seres humanos têm direito a expressar o que quiserem, mas têm o ano todo para fazer isso. Fazer na semana da diversidade é uma maneira de ataque, não tinha essa necessidade", afirma Agatha Lima, uma das responsáveis pela Parada Gay na cidade.

“Estamos aproveitando a oportunidade que eles estão divulgando a maneira de viver deles para expressar o que Deus diz a respeito”, rebate o pastor. Ele diz que o outdoor foi colocado em um ponto distante do trajeto da Parada Gay, justamente para evitar confrontos.

Mas não é o que diz Agatha Lima. "Esse outdoor é apenas um dos cinco que foram instalados na cidade. E esse, próximo à Câmara Municipal, está a um quarteirão do nosso Centro de Referência da Diversidade Sexual", diz.

O pastor da Igreja Casa de Oração refuta a acusação de homofobia: “É algo que já está divulgado há milhares de anos”, afirma Antônio Hernandes. “Nós amamos essas pessoas, oramos por elas, elas são bem-vindas, mas a vida, a forma que elas vivem, está contrária àquilo que Deus diz”, argumenta.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

::Pregação ministrada na Comunidade Vida::

Slide de pregaçao que ministrei ontem na Comunidade Vida missão Novo Cohatrac. Obrigado a todos os irmãos queridos que estiveram lá ontem!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

:: A Fila do caixa, o diálogo e o Evangelho ::

Há alguns dias atrás participei de uma situação no mínimo interessante. Ao sair do trabalho fui rapidamente a um shopping aqui da cidade para pagar um boleto em uma loja de roupas. Ao chegar no caixa, depois de esperar uns cinco a dez minutos uma pessoa que passou pela fila me reconheceu e logo veio e me cumprimentou:

“- Ei Pastor, tudo bem? Que bom revê-lo! Fica na paz!”.

Imediatamente todos os olhares se voltaram pra mim. Naquele ambiente de muito silêncio e espera o nosso rápido diálogo despertou a curiosidade de muitos. Durante alguns minutos muitos me olhavam de cima a baixo querendo entender ou até mesmo acreditar o porquê daquela pessoa chamar um cara todo tatuado, usando um clássico chapéu “panamá”, camisa com a estampa do “seu madruga”, bermuda jeans e tênis de skatista de pastor.

Confesso que fiquei até um pouco incomodado com os olhares e com as expressões faciais dos que estavam ali, mas pouco me importei e continuei aguardando a minha vez até que a pessoa que estava há alguns metros de mim perguntou:

- “Você é mesmo pastor evangélico???”

Prontamente respondi afirmativamente e disse o nome da igreja a qual eu pastoreio. A essa altura, imagino que desconstruí muitos conceitos pré-estabelecidos na cabeça daquela jovem e ela falou:

“-Nossa, que diferente, mas na minha igreja você nunca poderia pregar! Meu pastor odeia tatuagem! Ele diz que é a marca da Besta!!”.

Lembro que ainda troquei uma meia dúzia de palavras com aquela jovem até chegar a minha vez de ser atendido. Mas o episódio gerou em mim um motivo de reflexão que gira em torno de três conceitos e que quando equacionados demonstram que tipo de igreja temos sido atualmente.

Os três conceitos são: Igreja, Cultura e Evangelho. Tentarei apresentá-los de forma suscinta e depois equaciona-los para chegar ao que tenho em mente.

1. Igreja: O que tenho definido como igreja (visível ou invisível) é um conjunto de pessoas, redimidas pelo sacrifício de Cristo, que pela graça salvífica do Pai foram chamadas para uma “metanóia”, e juntos, como igreja vivem os princípios normativos, morais e eternos do Reino de Cristo a medida que são agentes transformadores e implantadores do Reino aqui na terra. Em linhas gerais, acredito que a igreja tem como finalidade reunir-se para representar aqui na terra a essência da própria trindade; uma comunidade viva, cooperadora, perfeita e harmoniosa, que se tornará de forma efetiva na parousia de Cristo.

2. Cultura: Em termos gerais a cultura é tudo aquilo que fazemos ou a forma como pensamos e reagimos mesmo inconsientemente. A cultura nos rodeia e é um fruto histórico de nosso povo em determinado lugar geográfico, portanto, a cultura está intrinsecamente ligada a história de um povo em determinada região, na sua comida, na sua arte, nas suas posturas, na sua literatura, nos seus relacionamentos inter-pessoais, etc.

3. Evangelho: É pura e simplesmente a mensagem apresentada pelo Nosso Senhor. As boas-novas da salvação. A mensagem restauradora do relacionamento de Deus com seus escolhidos. Um resgate da ética e da moral do Reino de Deus neste mundo decaído. O Evangelho foi nos dado como uma demonstração divina do amor incondicional de Deus pela sua criação.

De posse destes três conceitos temos uma gama de combinações mas que irão gerar posturas no comportamento da igreja que refletirão na sua práxis na comunidade. Tentarei articular alguns que podem direcionar a caminhada que partiu do meu diálogo com a jovem na fila do caixa.

Igreja + cultura – Evangelho= Secularização da Igreja

Quando uma igreja entende seu papel na terra e tenta de certa maneira ler sua cultura e buscar métodos para que a mensagem salvífica seja entendida a partir da ótica cultural do povo onde está inserida e esses princípios se tornem atrativos para os membros dessa comunidade temos aí uma igreja que realmente entende sua relevância, mas se essa igreja não tem um preparo doutrinário para detectar, combater e transformar os pecados coletivos ou individuais dessa cultura através do evangelho, essa igreja corre o risco de secularizar sua participação existencial. A não detecção e transformação desses pecados e a inserção mesmo que inocente dessas práticas na igreja promovem o risco de uma mudança nos princípios imutáveis bíblicos na vida da igreja e corrompem assim a essência da Noiva de Cristo.

Igreja – Cultura + Evangelho= Fundamentalismo teológico

Quando uma igreja zela tanto pelo teor do discurso e da sã doutrina que é ensinada nos púlpitos e nas escolas dominicais, mas não percebe que a inserção do evangelho parte da premissa dos fatores culturais que podem ser usados na perpectiva kerigmática da igreja, e essa igreja não considera seus fatores culturais e prefere importar aspectos litúrgicos, comportamentais e cúlticos de uma outra cultura dominante, temos aí uma igreja que não terá uma relevância na sua atuação missional na comunidade. O que mais temos vivido em nossos dias são igreja que se acovardam de uma interação com a cultura local, por não conseguirem lidar com os problemas culturais e vivem fechadas em seus guetos seguros dentro das quatro paredes. Igrejas assim tendem a ter uma liturgia impecável, uma homilia perfeita, bem fundamentada e retórica, os crentes até se amam e comungam entre si, mas somente entre si, não há programas de evangelização, não há projetos para mudanças sociais da cidade e nem investimento missionário.

Igreja + Evangelho + Cultura= Ministério Relevante

Quando um grupo de pessoas redimidas pelo sacrifício de Cristo entende seu papel de agente transmissor da Graça recebida pelo nosso Senhor e busca nas boas-novas neo-testamentárias uma forma de divulgar essa verdade, aliada a uma percepção sobre os aspectos culturais que a envolvem no seu cotidiano, temos então uma igreja com um ministério relevante onde quer que esteja. A proposta de Jesus era exatamente essa quando Ele em sua oração em Jo. 17 diz: “... não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.”. Um entendimento que tenho tido desse texto e a resposta para um ministério relevante para mim, para a igreja a qual pastoreio e para o corpo de Cristo em geral. Cristo não pediu para que saíssemos do mundo porque não queria que a igreja vivesse isolada e longe de seu foco ministerial, o mundo. Daí o problema do fundamentalismo, que ignora o mundo, ou a cultura a seu redor, desenvolvendo relacionamentos saudáveis somente com os que são da fé. Nas palavras finais, que os livre do mal, vejo a preocupação de Cristo com um envolvimento maior com as Escrituras e um oposto à secularização da igreja. Embora “inseridos” no mundo, o Evangelho deve ser o norteador de nossas ações e reações. Somos desafiados para uma mudança de nossa cultura, mas uma mudança que passa pelo prisma do Evangelho, levando todo ser e cultura a glorificar a Cristo como Senhor.

Você pode estar perguntando: - O que isso tem a ver com o início do texto?

- Tudo, eu respondo. As formas como nós enxergamos a cultura ao nosso redor vai nortear nossa práxis ministerial. O choque cultural que ocorreu na fila do caixa da loja mostra como nós evangélicos, somos divididos e desorientados com aspectos de cultura. Para aquela jovem a experiência de ter encontrado um pastor, com tatuagens, piercings e vestidos com roupas “jovens” foi um rompimento de toda uma construção comportamental histórica em sua formação na igreja. Foi um confronto entre aquilo que ela ouve dominicalmente nos púlpitos e a dinamização de uma cultura e de um evangelho que transpassa as barreiras culturais. Para as pessoas que estavam ao redor foi uma quebra de paradigmas do que ouvimos de nossos pais que as tatuagens e os piercings são coisas de marginalizados e pessoas sem Deus no coração. Pois ouvir e ver um pastor com essas características mostra que não podemos mais dividir por esteriótipos aqueles que são ou não merecedores da graça divina (na verdade nunca tivemos esse poder, só uma falsa sensação dele!). Aquela situação fora enriquecedora pra mim também, pois levou-me a essa reflexão sobre como nossa formação doutrinária precisa dessa tríade bem equilibrada para não desenvolvermos um ministério defeituoso e que não abranga a plenitude proposta por Cristo nesse mundo, não podemos nos fechar para a dinamização natural da cultura ao nosso redor, nem tão pouco podemos nos confundir com a cultura local sem mostrar a Ela as marcas do Evangelho, nos deixando ser levados sem influenciar uma transformação bíblica. Devemos seguir os moldes de Cristo.