Bem.. essa é uma pergunta difícil com a qual tenho sido questionado ultimamente... Por ser um pastor evangélico, acredito e prego aquilo que a Bíblia, que é o nosso livro de fé e prática orienta, e além disso há um estatuto interno da igreja que nos habilita a termos o poder de escolha sobre quais casais quero ou não celebrar o casamento. Esse poder de escolha ninguém pode tirar, pois seria inconstitucional. Acredito que essa lei não chegará ao ponto de "obrigar" um pastor a casar um casal homossexual se tal casal não estiver em concordância tanto com a prática biblíca-teológica quanto à conduta exigida pelo regimento interno da igreja a qual o pastor preside. Mas ainda assim essa não deixa de ser uma pergunta intrigante que ainda me força a formular uma resposta mais precisa e concreta.
Obrigado por perguntar!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
E se vc tiver q casar um homossexual
sexta-feira, 13 de maio de 2011
:: Vai virar moda??? ::
Casal de pastores gays é o primeiro do Rio a registrar a união estável em cartório após decisão do STF
Fonte: Globo.com
Os pastores evangélicos Marcos Gladstone e Fábio Inácio, fundadores da Igreja Cristã Contemporânea, foram o primeiro casal gay no Rio a registrar a união estável em cartório, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois oficializaram a união, nesta quinta-feira, no cartório do 7º Ofício de Notas, no Centro. A assinatura do documento foi acompanhada por alguns fiéis da igreja.

- Hoje eu me sinto orgulhoso de ser brasileiro e de saber que o meu afeto e o meu amor são reconhecidos pelas nossas leis - afirmou Marcos.
Os pastores estão juntos há cinco anos. Em 2009, eles realizaram uma cerimônia religiosa de casamento. Há dois meses, o casal iniciou o processo de adoção de duas crianças. Apesar da conquista com a decisão do STF, Fábio garante que a luta pelos direitos dos gays vai continuar.
- Depois de hoje, teremos um vínculo muito maior. O próximo passo será conseguir o registro civil.
A tabeliã Edyanne Frota, do 7º Ofício de Notas, explica que a união estável faz com que o casal gay adquira um novo status.
- Agora eles serão vistos como uma entidade familiar. Mas é importante frisar que a lei ainda não regulamente a união civil. No registro, eles continuam solteiros.
terça-feira, 10 de maio de 2011
... Reimaginando a Igreja ...

Durante os últimos dias tenho me dedicado a uma leitura que tem ampliado meus horizontes ministeriais e a forma como enxergo a igreja.
Percebi durante esse tempo o quanto nós cristãos evangélicos somos enraizados numa cultura católica-romana que nos faz ter um apego "medieval" ao templo.
Imersos em nossas atividades eclesiásticas e cumprindo programas e calendários não temos tempo de analizar qual era a proposta neo-testamentária de ser igreja e como viver em igreja.
Esquecemos os propósitos da Ecclesia e nos tornamos um grupo qualquer tecnicista e ritualista da fé. Somos bons em planejamentos, estratégias de marketing e em cumprir rituais cúlticos msa abandonamos o sentido familiar com a qual a igreja se originou.
"Vamos à igreja" mas ela não está em nós. Não nos reconhecemos como tais e terceirizamos para um especialista da fé (clero) a responsabilidade de cultuar. Não há compartilhar de esperiências, não há edificação mútua, não há refeições comuns. Parece que os escritos paulinos e o livro de Atos de pouco valeram para nós.
Tenho orado e estudado buscando de Deus uma eclesiologia cristocêntrica que mais se assemelhe ao NT. Tenho ensinado meu povo a cultuar com o coração e não somente presos a uma liturgia impecável mas longe da proposta de ser igreja, que na minha opinião é representar a Trindade e sua koinonia em nossas vidas. É a PERICORESE... o relacional... o orgânico... a unidade...
Enfim, estou tentando reimaginar a Igreja.
Espero estar no caminho certo!
quarta-feira, 16 de março de 2011
:: Bullying, Street Fighter e a Fama::
16/03/2011 - 13h43
Estudante reage a bullying e vira estrela da internet
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO
Má notícia: você provavelmente já foi, é ou ainda será zoado na escola.
Nesta semana, um vídeo que caiu na internet exemplifica bem esse tipo de bullying. Nele, colegas tiram onda com um garoto gordinho, identificado por sites estrangeiros como Casey, aluno de 16 anos num colégio australiano.
Agora, uma notícia melhorzinha: você não está sozinho. A maioria absoluta dos jovens já foi vítima de bullying. Em algum momento, alguém inventa um apelido maldoso, um motivo para te transformar em tiro ao alvo da galera.
Pelo que o vídeo abaixo mostra, Casey decidiu não cair na pilha e, de supetão, reagiu aos socos de um colega magrinho.
Pela brutalidade do revide, o garoto ganhou o apelido de "Pequeno Zangief" --referência a um lutador brutamonte do game "Street Fighter".
De vítima, Casey passou a estrela. O vídeo em que retruca o bullying se espalhou feito foguete pela internet. Até site ele ganhou.
Depois de assistir ao vídeo, você talvez tenha pensado: "Boa, Casey!". Foi essa, ao menos, a reação em massa dos internautas.
É importante saber lidar com as provocações. Dar o troco na mesma moeda, contudo, é incentivar a máxima "violência gera violência".
Cristiane Ferreira da Silva é mãe de um garoto de 13 anos, alvo de chacotas por cinco anos. No ano passado, ele "explodiu", segundo Cristiane, e partiu para cima dos agressores.
Ela condenou o comportamento do filho, mas acha que a culpa maior é da escola, que fechou os olhos para o bullying contínuo que um de seus alunos sofria.
"Diretor e professores têm de admitir que o bullying acontece dentro da escola. Precisam chamar o pai dos agressores e o pai do agredido. Não dá para falar que isso é brincadeira, que adolescente é assim mesmo", disse.
Cristiane processou a escola municipal em que seu filho estudava (a primeira decisão na Justiça foi favorável a ela). Desde o ano passado, ela é presidente da ONG Educar Contra o Bullying, em São Paulo.
JIU-JITSU
Em janeiro, o Folhateen trouxe uma reportagem sobre como aulas de jiu- jítsu têm servido de ferramenta antibullying (assinantes da Folha ou do UOL podem ler a íntegra).
Rosa Maria Macedo, da psicologia da PUC, fez uma ressalva à tática: "Treinar alunos para se defender com luta é estimulá-los a usar a violência física para combater a violência psicológica".
Já o psicólogo Miguel Perosa acha que a luta pode ser um recurso se o diálogo não funcionar. "A denúncia é o primeiro passo. Mas não há diálogo com quem espanca."
As técnicas do jiu-jitsu, defendem professores da arte marcial, pode ajudar o jovem a paralisar seu agressor, sem necessariamente machucá-lo depois.
terça-feira, 15 de março de 2011
= 2011, a vocação e o Pastoreio =
Desculpem esse tempo de ausência. Realmente tenho estado fora do mundo dos blogs, mas tenho algumas justificativas, (pra não dizer desculpas!..rsrsrs) bem plausíveis.
Como alguns sabem, Deus em sua infinita misericórdia e graça me separou e chamou para uma tarefa sublime de pastorear Sua igreja.
E o ano de 2011 começou com a confirmação pela igreja, liderança e comunidade sobre a vocação e o exercicio do ministério ao qual Deus me separou.
Confesso que desde a convocação da reunião do conselho onde foi lançada a proposta para o pastorado até o dia do culto de ordenação trilhei um longo caminho que gerou em mim muito temor e uma
preocupação constante sobre como exercer um ministério eficaz no meio da igreja.Foram meses de muita leitura, estudos, oração e trabalho. O ano de 2010 terminara com uma certeza forte em meu coração: "Deus me escolheu, capacitou e tenho certeza que nasci para isso".
A cada novo estudo, cada pregação, cada conversa, visita e outras atividades pastorais percebia que Ele estava comigo e me direciona
va de acordo com sua soberana vontade.O ano de 2011 começou e junto com ele muitas atividades. Reuniões, planejamentos, estudos, pregações, projetos. Coisas com as quais tenho me acostumado, mas que oro a Deus para que não atrapalhem minha piedade, meus momentos devocionais, leitura da Palavra, orações.

Tenho vivido dias bem intensos nesse começo de ano. Deus tem transformado meu coração a cada nova manhã e colocado um amor inexplicável pela sua casa, pelas minhas ovelhas e pelo Evangelho. Acordo e durmo pensando e buscando de Deus estratégias e formas de conduzir minha igreja num caminho q agrade o Senhor da Igreja.
Estou aprendendo a ser pastor, mas estou me dedicando a ser também amigo. Quero ser um exemplo para minhas ovelhas, mas não um
exemplo de "super-crente", mas de alguém que tem a Cruz como prisma para todas suas ações e reações. Quero ter um poder de atração para as pessoas que necessitam e não de intocabilidade. Quero poder andar junto, comer junto, sorrir, chorar, orar, com aqueles aos quais Deus vai colocando sob minha responsabilidade.Espero em Deus conseguir!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
= Desmascarando o Inimigo =
Em tempos tão confusos precisamos entender e aprender sobre as estratégias das falsas religiões e fundamentarmos nossas argumentações para não permitir o progresso dos "inimigos da Cruz".
Serão estudos direcionados para mostrar em que acredita
m as heresias modernas e como a Bíblia se comporta em relação a tais pensamentos.Trabalharemos temas como por exemplo: O Mormonismo atual e o Cristianismo; Alan Kardec versus Cristo; Os Ensinamentos do Catolicismo Romano, Os Testemunhas de Jeová e os Filhos de Deus, entre outros.
Participe!!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
- A Lei da Homofobia, o Mackenzie e Barbara Gancia -
O SAMBA DO NICODEMUS
Barbara Gancia
Folha de S. Paulo, 19/11/2010
DIGAMOS QUE VOCÊ goste mais de azul que de cor de laranja. Ou que, dentre todas as verduras, nutra uma predileção especial pelo brócolis. Ou, ainda, que simpatize mais com o poodle do que com o weimaraner. Agora digamos que alguém decida isolar este tipo de característica e usar apenas essa única informação para defini-lo como ser humano.
De repente, em vez de ser, quem sabe, loiro ou moreno, carioca ou paulista, “baby boomer” ou membro da “Geração X”, extrovertido ou travado, torcedor do Bangu ou do Santos, colecionador de selos ou de fracassos sentimentais, enfim, em vez de ser tantas coisas ao mesmo tempo na sua infinita complexidade, imagine se você fosse apenas alguém que gosta de brócolis? ”Lá vai fulano”, diriam. “Ouvi dizer que gosta de brócolis”. Não seria um reducionismo perverso? Sujeito é um virtuoso do cello, o outro está trabalhando para desvendar o genoma humano e o pessoal interessado num único atributo: “O que será que ele faz com o brócolis entre quatro paredes?”
Ao longo da semana, a Universidade Mackenzie retirou de seu site, sob protestos, um manifesto contra o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia. Assinado pelo reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, o texto diz coisas assim: “As Escrituras Sagradas ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos (…) A Igreja Presbiteriana do Brasil manifesta-se contra a aprovação da chamada lei da homofobia por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna. E por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem sobre o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.”
Será que pregar contra aqueles que gostam de brócolis é simples exercício da liberdade de expressão? E nascer gostando de brócolis seria “opção leguminosa?” O reverendo Nicodemus quer que a Igreja mantenha intacto o direito de criticar a homossexualidade. Entendo o ponto de vista, afinal, a condenação a uma minoria ajuda a manter o rebanho forte e unido. Mas, dá para fazer melhor. Olha só a ideia genial que eu acabo de ter: já que os gays cansaram de apanhar, deram para se organizar e conquistaram inclusive o poder de pressionar para ver criadas leis que os protejam na marra, sugiro que se passe a discriminar um novo grupo.
Alô, reverendo Nicodemus! Os judeus a gente descarta de cara. Crucificação e Hitler ainda estão muito frescos na memória, não é mesmo? Que tal partir para uma coisa mais dissimulada, que o povo encontre em todo lugar, mas que seja uma minoria mesmo assim? E como brócolis também é manjado e muita gente gosta, pensei nas pessoas que apreciam as alcaparras. Veja se o discurso encaixa: “A alcaparra em si é uma criação divina, mas desejar a alcaparra é ceder à tentação, é usar o corpo para propósitos outros do que aqueles que o Senhor entendeu para nós”. Não dá o maior samba, Nicodemus?
"Senhores e senhoras, após ler todos os comentários relevantes sobre esse texto e perceber a profundidade e a relevância q o assunto em questão tem tomado gostaria de fazer algumas ressalvas acerca das implicações nas entrelinhas por mim detectadas:
1. Ao tratar de tal assunto a autora do texto não se aprofunda com a seriedade e reverência necessária para as Escrituras. Não parte para Ela com o olhar de submissão e respeito e para entender que da mesma forma q Jesus condenou a prática do adultério da mulher adultera e em nenhum momento a condenou, a igreja e todos os seus pressupostos e axiomas não condena o homossexual, ao contrário, o ama, mas condena sim a prática comportamental da homossexualidade por entender que ela não é o ideal divino descrito para os seres humanos.
2. Lendo alguns comentários (diga-se de passagem discriminatórios) de alguns que defendem a opnião homossexual sobre a aversão dos heterossexuais e todo o sentimento de perseguição em que vivem automaticamente reflito sobre a questão de estarmos fragilizando ainda mais nossas leis repartindo entre grupos de minorias e não pensando no coletivismo das leis. Se continuarmos assim teremos grupos e leis especificas para todos os segmentos que se acham perseguidos e mais problemas futuros advindos dessa atitude. Hoje luta-se a favor ou contra a Lei da homofobia e quando for pauta da mídia o preconceito geográfico, monetário, comportamental, religioso, etc. Qual será a régua que servirá para medir e qual bússola servirá para direcionar?
3. É inadmissível que a discussão de uma lei nacional seja discutida por suposições e comparações baratas e diga-se confusas e mal elaboradas. Acho que textos assim como o da autora que não aceitam o direito cristão de "protestar" e exercer seu papel real afastam ainda mais todos os segmentos religiosos de uma fé que aponte para um mesmo norte. Ouvir opniões contrárias, aceitá-las e conviver com elas faz parte da natureza da sociedade, ou do contrário, estamos apenas alimentando o monstro do proconceito cada dia mais
4. por fim, sou cristão protestante, reformado, conservador, e sou discriminado e rotulado por isso. As vezes me sinto ofendido e insultado, mas para cada escolha que fazemos há consequências a fatos agregados. Como devo me portar frente a isso? Acredito que acima de questões tão sérias como essas apontadas aqui somos levados a um exercicio de nossa coerência e entender que o Mackenzie e seus professores e alunos são uma instituição guiada por um principio, o principio bíblico e que ele devem ter o direito de se expressar desde que baseados no que acreditam sem desrepeitar as opniões alheias.
Fica aí minha contribuição."