Na nossa igreja pregamos claramente que o Espirito Santo é o selo da salvação do cristão. Acreditamos que Ele que convence o homem do pecado da justiça e do juízo. Portanto, na conversão ele já está presente na vida do crente, tanto q somos chamados de Templo do Espírito. Nossa declaração de fé deixa claro que as evidências dessa capacitação do poder do Espírito são manifestas no momento determinado por Deus. Buscamos trabalhar nos nossos membros uma busca da maior variedade de dons do Espírito para uma melhor edificação do corpo até que Jesus volte.
Obrigado por perguntar.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Qual a posição da comunidade kerigma á respeito do batismo com Espírito Santo,ele ocorre no momento da conversão ou é uma segunda obra da graça,é necessário falar em línguas parra ser batizado? Um abraço saudações em Cristo.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
:: Ser ou não ser: o desafio da igreja moderna ::
Tenho gasto um tempo especial do meu cotidiano lendo, pesquisando, refletindo e às vezes, quando meu possível déficit de atenção permite, produzindo alguns textos (a maioria sem chegar a uma conclusão ou a um final) sobre o atual momento em que nossa eclesiologia vive. Ou melhor, porque nossa forma de ser igreja tem sido um tema tão discutido e mesmo deturpado ao longo dos anos.
Nesse exato momento, estou rodeado por algumas obras de autores célebres que gastaram muito mais tempo que eu refletindo sobre o tema e já produziram uma vasta literatura sobre o assunto. Tais autores, que dentre eles cito Frank Viola, autor de Reimaginando a Igreja, Kevin Deyong e Ted kluck, autores de Porque amamos a Igreja e Charles Van Engen, autor de Povo missionário, povo de Deus, nos levam a pensar na crise (que aqui denominarei crise de essência) que a igreja visível de Cristo tem enfrentado. Destaco o termo visível por entender que a Igreja em sua conotação escatológica, a qual somos desafiados a participar tem uma conotação bem mais ampla, transcedente, imaculada e celestial e que nossos olhos carnais não podem contemplar e muito menos compreender na imensidão de seus mistérios.
É essa mesma Igreja, só que também chamada de Igreja Invisível, espalhada por toda a terra e não limitada a espaços geográficos ou culturais, a credos e a usos e costumes que Cristo se refere como a qual ele vai apresentar para si como imaculada e que desposará com ele na eternidade. (Ef. 5:27 - "para apresentar a sim mesmo igreja gloriosa, sem màcula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.")
Essa igreja, a invisível, que fora projetada na eternidade e que é visualizada no livro de apocalipse como sendo participante do grande coral celestial que cantará por toda a eternidade a santidade do Cordeiro não passa por problemas, não está a mercê da corrupção de líderes gananciosos que pastoreiam a si próprios, e muito menos fadada ao fim, pois essa Igreja está consumada na eternidade e é fruto da graça divina de Deus demonstrada para o homem decaído. Ela é a forma final e magna da igreja visível e é o molde final para qual a Igreja terrena está caminhando.
Mas, por outro lado, temos a igreja visível, essa igreja que é limitada pela relação espaço-tempo e que é formada dentro de padrões morais, culturais e comportamentais. Essa Igreja, a visível, é comparada por Cristo como uma semente de mostarda que, embora carregue em seu DNA uma árvore frondosa e gigantesca, mostra-se pequena e até mesmo insignificante, mas ainda assim é uma àrvore frondosa (Mc. 4:31-32) e nessa luta constante do que é e ainda não é que a igreja visível vive seu conflito.
Nas palavras de Van Engen:
" ...ela (a igreja) é uma comunidade plenamente formada, um sacramento vivo e um sinal diante de Deus, de seus membros e dos que estão fora de suas paredes. Mas, ao mesmo tempo, està no processo de tornar-se o que ela de fato é por natureza."
A Igreja portanto, surge naturalmente, no processo onde os eleitos se reúnem para adorar a seu Senhor, mas ela já surge com características sobrenaturais, pois nasce para e em torno do Rei dos reis, e assim, mesmo com um número reduzido de pessoas "as portas do inferno não prevalecerão." (mt.16:18).
O dilema surge na cabeça dos pessimistas em relação à igreja porque aquilo que os nossos olhos podem ver, a igreja visivel, não reflete em sua magnitude tudo aquilo que a igreja invisivel pode oferecer então cria-se um ponto de tensão que se não for administrado trará consequências irreversíveis para o povo de Deus.
Se os nossos olhos estiverem totalmente e limitadamente voltados apenas para o que a igreja é, ou seja, na igreja visível, provavelmente seremos desmotivados por toda série de problemas de todos os aspectos que esta igreja está envolvida pelo simples fato de ser composta por pecadores que ainda cometem pecados e que às vezes não entendem seu papel como anunciadores do Reino de Deus. Na igreja visível, onde se vive o ambiente de cumprimento de metas e estratégias, modelos e agendas existe a possibilidade de erros porque são seres humanos que a dirigem e sobre essa igreja que ainda é uma projeção daquilo que ela vai se tornar (sem o aspecto humano decaído, é claro!) que a turma do Frank Viola e do George Barna, pessimistas assumidos, tentam reimaginar uma nova forma de existir como nos primeiros séculos, enquanto a tuma do Kevin e do Ted tentam mostrar que vale a pena amar, mesmo com tantas falhas, mas olhando para os resultados positivos que ela tem alcançado. Mas ambos, indescutivelmente, apontam para uma trilha que mostra que essa igreja visível tem um molde a se encaixar para poder tornar-se aquilo que ela nasceu para ser. E juntos, assumem que na dependência do Cabeça do corpo há sim um brilhantismo na igreja visível.
O que podemos concluir então?
A Igreja pela qual Cristo deu a sua vida é uma igreja gloriosa, fortalecida por aquele que a chamou, mesmo nesses tempos de crise de essência essa Igreja permanece firme, alicercada e ansiosa pelo retorno do seu Noivo. Focado nessa realidade é que devemos nos esforçar para desenvolvermos nossa salvação (Fp. 2:12) e nos apresentarmos de modo digno de nossa vocação (Ef. 4:1). Essa igreja não está correndo risco de um dia naufragar e não irà sucumbir às investidas malignas.
A igreja visível, ainda que esteja sendo bombardeada por ideologias anti-igrejas e realmente tenha sido responsável por vários erros no passado ainda assim é a Igreja de Cristo, composta por seres humanos que caminham na trilha da santificação e por estarem no caminho ainda cometem falhas e erros. Mas essa Igreja tem um referencial de todo o poder, glória e majestade que ela de fato virá a ser e por isso deve fortalecer sua existência ser credibilizada como aquela que será recebida pelo Rei mesmo que no momento presente ela ainda não viva a amplitude de sua essência.
Por isso, creio que o dilema atual da nossa eclesiologia se findará quando começarmos a enxergar esse potencial eterno que a Igreja de Cristo possui e passarmos a encarar nossa existência como uma preparação lapidativa para o glorioso dia do encontro com o nosso amado Noivo.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
::: As funções da Igreja de Cristo:::
Slide da pregação que realizei no culto dominical da Comunidade Evangélica Kerigma
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
::: Coisas de Stott::
"... Estudamos Aristóteles e somos edificados intelctualmente. Estudamos Cristo e, no sentido mais profundo, somos perturbados espiritualmente... nos sentidos constrangidos a tomar alguma atitude moral em nosso coração e em nossa vontade..."
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
:: Vão processar Deus também???:::
Entrevista recortada do site Globo.com
Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos
Ribeirão Preto terá Parada do Orgulho Gay no próximo domingo (21).
Pastor refuta homofobia porque 'Bíblia está escrita há milhares de anos'.
Do G1 SP
Os organizadores da Parada Gay de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, prometem contestar na Justiça outdoors colocados pela igreja evangélica Casa de Oração que citam mensagens bíblicas sobre homossexualidade. Os grupos gays reclamam de provocação, já que no domingo (21) ocorre a 7ª Parada do Orgulho Gay no município.
Segundo o pastor Antônio Hernandes Lopes, no entanto, o objetivo é apenas “expressar o que Deus diz a respeito da homossexualidade”. Nas frases, que citam a Bíblia, lê-se: “Assim diz Deus: ‘Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...’”. Há ainda outras duas passagens relacionadas ao tema.
"Todos os seres humanos têm direito a expressar o que quiserem, mas têm o ano todo para fazer isso. Fazer na semana da diversidade é uma maneira de ataque, não tinha essa necessidade", afirma Agatha Lima, uma das responsáveis pela Parada Gay na cidade.
“Estamos aproveitando a oportunidade que eles estão divulgando a maneira de viver deles para expressar o que Deus diz a respeito”, rebate o pastor. Ele diz que o outdoor foi colocado em um ponto distante do trajeto da Parada Gay, justamente para evitar confrontos.
Mas não é o que diz Agatha Lima. "Esse outdoor é apenas um dos cinco que foram instalados na cidade. E esse, próximo à Câmara Municipal, está a um quarteirão do nosso Centro de Referência da Diversidade Sexual", diz.
O pastor da Igreja Casa de Oração refuta a acusação de homofobia: “É algo que já está divulgado há milhares de anos”, afirma Antônio Hernandes. “Nós amamos essas pessoas, oramos por elas, elas são bem-vindas, mas a vida, a forma que elas vivem, está contrária àquilo que Deus diz”, argumenta.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
::Pregação ministrada na Comunidade Vida::
terça-feira, 2 de agosto de 2011
:: A Fila do caixa, o diálogo e o Evangelho ::
Há alguns dias atrás participei de uma situação no mínimo interessante. Ao sair do trabalho fui rapidamente a um shopping aqui da cidade para pagar um boleto em uma loja de roupas. Ao chegar no caixa, depois de esperar uns cinco a dez minutos uma pessoa que passou pela fila me reconheceu e logo veio e me cumprimentou:
“- Ei Pastor, tudo bem? Que bom revê-lo! Fica na paz!”.
Imediatamente todos os olhares se voltaram pra mim. Naquele ambiente de muito silêncio e espera o nosso rápido diálogo despertou a curiosidade de muitos. Durante alguns minutos muitos me olhavam de cima a baixo querendo entender ou até mesmo acreditar o porquê daquela pessoa chamar um cara todo tatuado, usando um clássico chapéu “panamá”, camisa com a estampa do “seu madruga”, bermuda jeans e tênis de skatista de pastor.
Confesso que fiqu
ei até um pouco incomodado com os olhares e com as expressões faciais dos que estavam ali, mas pouco me importei e continuei aguardando a minha vez até que a pessoa que estava há alguns metros de mim perguntou:
- “Você é mesmo pastor evangélico???”
Prontamente respondi afirmativamente e disse o nome da igreja a qual eu pastoreio. A essa altura, imagino que desconstruí muitos conceitos pré-estabelecidos na cabeça daquela jovem e ela falou:
“-Nossa, que diferente, mas na minha igreja você nunca poderia pregar! Meu pastor odeia tatuagem! Ele diz que é a marca da Besta!!”.
Lembro que ainda troquei uma meia dúzia de palavras com aquela jovem até chegar a minha vez de ser atendido. Mas o episódio gerou em mim um motivo de reflexão que gira em torno de três conceitos e que quando equacionados demonstram que tipo de igreja temos sido atualmente.
Os três conceitos são: Igreja, Cultura e Evangelho. Tentarei apresentá-los de forma suscinta e depois equaciona-los para chegar ao que tenho em mente.
1. Igreja: O que tenho definido como igreja (visível ou invisível) é um conjunto de pessoas, redimidas pelo sacrifício de Cristo, que pela graça salvífica do Pai foram chamadas para uma “metanóia”, e juntos, como igreja vivem os princípios normativos, morais e eternos do Reino de Cristo a medida que são agentes transformadores e implantadores do Reino aqui na terra. Em linhas gerais, acredito que a igreja tem como finalidade reunir-se para representar aqui na terra a essência da própria trindade; uma comunidade viva, cooperadora, perfeita e harmoniosa, que se tornará de forma efetiva na parousia de Cristo.
2. Cultura: Em termos gerais a cultura é tudo aquilo que fazemos ou a forma como pensamos e reagimos mesmo inconsientemente. A cultura nos rodeia e é um fruto histórico de nosso povo em determinado lugar geográfico, portanto, a cultura está intrinsecamente ligada a história de um povo em determinada região, na sua comida, na sua arte, nas suas posturas, na sua literatura, nos seus relacionamentos inter-pessoais, etc.
3. Evangelho: É pura e simplesmente a mensagem apresentada pelo Nosso Senhor. As boas-novas da salvação. A mensagem restauradora do relacionamento de Deus com seus escolhidos. Um resgate da ética e da moral do Reino de Deus neste mundo decaído. O Evangelho foi nos dado como uma demonstração divina do amor incondicional de Deus pela sua criação.
De posse destes três conceitos temos uma gama de combinações mas que irão gerar posturas no comportamento da igreja que refletirão na sua práxis na comunidade. Tentarei articular alguns que podem direcionar a caminhada que partiu do meu diálogo com a jovem na fila do caixa.
Igreja + cultura – Evangelho= Secularização da Igreja
Quando uma igreja entende seu papel na terra e tenta de certa maneira ler sua cultura e buscar métodos para que a mensagem salvífica seja entendida a partir da ótica cultural do povo onde está inserida e esses princípios se tornem atrativos para os membros dessa comunidade temos aí uma igreja que realmente entende sua relevância, mas se essa igreja não tem um preparo doutrinário para detectar, combater e transformar os pecados coletivos ou individuais dessa cultura através do evangelho, essa igreja corre o risco de secularizar sua participação existencial. A não detecção e transformação desses pecados e a inserção mesmo que inocente dessas práticas na igreja promovem o risco de uma mudança nos princípios imutáveis bíblicos na vida da igreja e corrompem assim a essência da Noiva d
e Cristo.
Igreja – Cultura + Evangelho= Fundamentalismo teológico
Quando uma igreja zela tanto pelo teor do discurso e da sã doutrina que é ensinada nos púlpitos e nas escolas dominicais, mas não percebe que a inserção do evangelho parte da premissa dos fatores culturais que podem ser usados na perpectiva kerigmática da igreja, e essa igreja não considera seus fatores culturais e prefere importar aspectos litúrgicos, comportamentais e cúlticos de uma outra cultura dominante, temos aí uma igreja que não terá uma relevância na sua atuação missional na comunidade. O que mais temos vivido em nossos dias são igreja que se acovardam de uma interação com a cultura local, por não conseguirem lidar com os problemas culturais e vivem fechadas em seus guetos seguros dentro das quatro paredes. Igrejas assim tendem a ter uma liturgia impecável, uma homilia perfeita, bem fundamentada e retórica, os crentes até se amam e comungam entre si, mas somente entre si, não há programas de evangelização, não há projetos para mudanças sociais da cidade e nem investimento missionário.
Igreja + Evangelho + Cultura= Ministério Relevante
Quando um grupo de pessoas redimidas pelo sacrifício de Cristo entende seu papel de agente transmissor da Graça recebida pelo nosso Senhor e busca nas boas-novas neo-testamentárias uma forma de divulgar essa verdade, aliada a uma percepção sobre os aspectos culturais que a envolvem no seu cotidiano, temos então uma igreja com um ministério relevante onde quer que esteja. A proposta de Jesus era exatamente essa quando Ele em sua oração em Jo. 17 diz: “... não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.”. Um entendimento que tenho t
ido desse texto e a resposta para um ministério relevante para mim, para a igreja a qual pastoreio e para o corpo de Cristo em geral. Cristo não pediu para que saíssemos do mundo porque não queria que a igreja vivesse isolada e longe de seu foco ministerial, o mundo. Daí o problema do fundamentalismo, que ignora o mundo, ou a cultura a seu redor, desenvolvendo relacionamentos saudáveis somente com os que são da fé. Nas palavras finais, que os livre do mal, vejo a preocupação de Cristo com um envolvimento maior com as Escrituras e um oposto à secularização da igreja. Embora “inseridos” no mundo, o Evangelho deve ser o norteador de nossas ações e reações. Somos desafiados para uma mudança de nossa cultura, mas uma mudança que passa pelo prisma do Evangelho, levando todo ser e cultura a glorificar a Cristo como Senhor.
Você pode estar perguntando: - O que isso tem a ver com o início do texto?
- Tudo, eu respondo. As formas como nós enxergamos a cultura ao nosso redor vai nortear nossa práxis ministerial. O choque cultural que ocorreu na fila do caixa da loja mostra como nós evangélicos, somos divididos e desorientados com aspectos de cultura. Para aquela jovem a experiência de ter encontrado um pastor, com tatuagens, piercings e vestidos com roupas “jovens” foi um rompimento de toda uma construção comportamental histórica em sua formação na igreja. Foi um confronto entre aquilo que ela ouve dominicalmente nos púlpitos e a dinamização de uma cultura e de um evangelho que transpassa as barreiras culturais. Para as pessoas que estavam ao redor foi uma quebra de paradigmas do que ouvimos de nossos pais que as tatuagens e os piercings são coisas de marginalizados e pessoas sem Deus no coração. Pois ouvir e ver um pastor com essas características mostra que não podemos mais dividir por esteriótipos aqueles que são ou não merecedores da graça divina (na verdade nunca tivemos esse poder, só uma falsa sensação dele!). Aquela situação fora enriquecedora pra mim também, pois levou-me a essa reflexão sobre como nossa formação doutrinária precisa dessa tríade bem equilibrada para não desenvolvermos um ministério defeituoso e que não abranga a plenitude proposta por Cristo nesse mundo, não podemos nos fechar para a dinamização natural da cultura ao nosso redor, nem tão pouco podemos nos confundir com a cultura local sem mostrar a Ela as marcas do Evangelho, nos deixando ser levados sem influenciar uma transformação bíblica. Devemos seguir os moldes de Cristo.